que dia é hoje?

já não era sem tempo..

o dia mais feliz da minha vida 2, Fevereiro, 2009

Arquivado em: Uncategorized — João @ 12:33 pm

 

Quando a data do meu aniversário foi se aproximando, comecei a pensar se deveria fazer uma festa e onde. Cogitei um barzinho qualquer, mas queria bastante gente que considero importante. Pensei em um hotel de quinta perto de casa, que acabou de fechar, mas não queria meus amigos se coçando na pista. Então, liguei pra mamãe e disse: “posso dar uma festa em casa sábado?” Yes, You Can!

Beleza! Convite, lista de compras, lista de afazeres, lista de convidados, confirmação, caiu o salário, supermercado, casa. Deixei tudo pra fazer na sexta-feira. Mandei um e-mail pra Deus, pedindo pra que não chovesse, coloquei um ovo no telhado – na dúvida, o melhor é tentar de tudo – e dormi cedo na sexta.

Acordei no sábado e fui arrumando as coisas aos poucos. A empregada, pra ajudar, não aparece em casa desde segunda-feira! Aí, no meio da tarde, uma amiga apareceu pra ajudar na arrumação. Tudo pronto! Fui tomar banho quando as primeiras pessoas já estavam chegando.

O detalhe desta festa é que minha família estava em casa. Minha avó tomou o remédio mágico e foi dormir. Meu irmão do meio foi a uma festa de formatura e o mais novo estava em Sorocaba. Minha mãe ficou em casa, chamei primos e tias e todos se divertiram muito. Muitos dos meus amigos queriam ser apresentados para a minha mãe, coitada. O bom é que fizeram minha fita com ela. Fumei um com minha tia e meus primos. Depois de um tempo os parentes foram embora e minha mãe foi dormir.

Foi muita gente querida, muitos amigos antigos, amigos novos, amigos de amigos, gente feia, gente bonita, gente chata (a mina do Te Dou Um Dado), gente jovem, gente velha. Mas o que mais gosto é isso: a interação de uma galera que não tem nada a ver com a outra. Ganhei vários presentes, amei todos! Mas o melhor de tudo foi ver que todo mundo estava se divertindo ali, à vontade!

No final, sandálias, maquiagem, brincos, dinheiro e material pra uma semana de trabalho pro pessoal da empresa de reciclagem! Parecia Santa Catarina, mas limpei tudo sorrindo e cantando com a ajuda da Teka e da Maitê.

Só tenho a agradecer a todos que foram e que lembraram de uma data que pode até passar em branco, mas é muito mais gostoso quando é comemorada assim!

 

mudanças ou o dia em que me tornei um papai noel 17, Novembro, 2008

Arquivado em: Uncategorized — João @ 3:32 pm

 

Depois dessa fase tempestuosa que compartilhei aqui há um tempo, as nuvens finalmente resolveram ceder espaço ao sol. Não sei se, por eu estar triste, as coisas tendiam a piorar cada vez mais, mas depois de muito apanhar, acabei aprendendo mais umas coisinhas com a vida, levantando, sacudindo a poeira e dando a volta por cima.

Fiquei quase oito meses desempregado, fazendo um freela aqui e outro ali e contando com o apoio de binha bãe para quase tudo. Decidi que deveria estudar mais e começo no ano que vem meu curso de MBA em Marketing. Minha família está fortalecida com a dor em comum e muitos parentes nem nos ligam, nem visitam mais nossa casa, alegando que não conseguiriam ver a casa sem meu pai. Um pouco egoístas, talvez.

Foi então que, depois de receber quase um passe de uma evangélica-macumbeira-benzedeira na cidade da minha avó (tudo pra agradar a velhinha), recebi uma ligação de uma amiga dizendo que havia sido convidada pelo novo diretor comercial da revista piauí para fazer parte da equipe. Como ela já estava trabalhando com algo muito bom, recusou o convite e ainda me recomendou como alguém muito eficiente e com o perfil ideal para o cargo.

Assim que cheguei em São Paulo, liguei agendando um bate-papo com o diretor comercial. No final da conversa, ele disse que tinha gostado bastante e me deu um exemplar da revista, dizendo que depois ia querer saber da minha opinião.

Passei uma semana e meia sem respostas, mas ainda estava com esperança e pensamento positivo. Então, no dia de São Judas Tadeu, recebi um e-mail dizendo que eu começaria na segunda-feira. O mais engraçado é que eu havia recebido uma dessas correntes de e-mail de São Judas Tadeu e deletado logo de cara. Em seguida, estava o e-mail que eu esperava. Então voltei na lixeira e encaminhei a oração a mais 20 pessoas.

E na mágica do Natal, acabei encontrando na minha caixa de correio – a real, não a virtual – entre cartões de desentupidoras, panfletos de supermercados e contas, uma carta destinada ao Papai Noel, em um envelope feito a mão.

Achei engraçado e vi que o remetente, com letra de criança se chamava Danilo Israel. Na cartinha, ele dizia tinha nove anos, gostava muito de estudar e que gostaria de ganhar uma mochila de rodinhas e material escolar. Ainda ressaltava, caso o Papai Noel não pudesse ajudá-lo, que ligasse avisando.

Pronto, né? Foi de partir o coração. Não pensei duas vezes, com meu primeiro salário vou à Kalunga providenciar tudo o que o garoto pediu. Se alguém quiser/puder ajudar, é só ir a uma agência dos Correios e escolher uma cartinha.

 

 

pai 21, Junho, 2008

Arquivado em: Uncategorized — João @ 3:36 am

Já faz dois meses e meio que meu pai morreu. Pra mim está sendo muito difícil. Falar sobre o assunto também não é nada fácil, mas preciso soltar. Sempre que escrevo é porque as idéias me vêm à cabeça e preciso descarregá-las. E agora chegou a hora de falar dele: meu paizão.

Me lembro como se fosse ontem de olhar para trás na minha primeira bicileta vermelha, lá na cidade natal dele, Buri, e não vê-lo segurando a garupa para eu não cair. Um segundo depois eu estava no chão, todo ralado. Me lembro de dormir deitado na barriga dele no fim de semana, de ele me levar para brincar na praça perto de casa, de ele me levando pra balda e buscando, porque fazia questão. De ele me dizendo para chutar o saco de quem me enchesse e sair correndo pra ele que ele me defenderia.

Me lembro de ele dizer que, se eu quisesse, não precisaria trabalhar nunca, que ele sempre faria de tudo pra nos dar do bom e do melhor. E fez! Sempre! Saía cedinho de casa e voltava quando já estávamos quase indo pra cama. Nos escondíamos sempre no mesmo lugar e ele sempre nos achava demoradamente.

Tivemos nossas desavenças quando ele me perguntou se eu era gay, mas o amor supera tudo. Há mais ou menos um ano soubemos que ele tinha câncer. Começou no intestino, foi se desenvolvendo e a quimio e a radioterapia não davam conta. Tivemos toda ajuda possível e ele sempre sorria para não nos preocupar. essa foto foi em novembro, no aniversário da minha mãe. Ele já estava com 11kg a menos, mas ainda andava, falava e até comia bem. Foi ostomizado e quando suas pernas começaram a perder o movimento fazia fisioterapia e tudo o mais. Mas a velocidade do câncer foi maior.

O pai dele morreu quando ele tinha 45 dias de vida, por esmagamento do corpo na Fepasa. Mas mesmo assim ele foi o melhor pai que eu poderia escolher, se não tivesse sido ao contrário. A vida dele se resumia em nos ver felizes. Nos últimos dias, acasa andava triste, silenciosa. Então resolvi dar uma festa com uma amiga pra animar, tentar esquecer do clima ruim. Mas acabei não indo á festa e passei a noite no hospital com ele.

Conversamos, rimos, vimos TV, ele me leu o jornal do dia. Mas quando ele dormiu eu via que não ia durar muito mais, dava pra ver o sofrimento nos olhos amarelos que já não fechavam ao dormir, a boca ficava seca e o sistema nervoso e a coordenação motora já não eram os mesmos. O alimentei, arrumei a cama como ele queria, li o jornal no dia seguinte, pois ele já não conseguia e no terceiro dia de internação, levei o mp3 players só com as músicas que ele gostava.

Quando ele olhava pra mim, eu não escondia mais o choro, mas sorria e ele me apertava o dedo. Ouvimos junto a música que ele sempre cantava pra mim “coisinha do pai” da Beth Carvalho. E ao me despedir disse que íamos embora e que no dia seguinte estaríamos lá às 9h em ponto. Minha mãe e minha avó dormiram lá no dia.

Na manhã do dia 08 de abril, chegamos lá ás 10h. Ele havia falecido às 9h30. Nos esperou, mas chegamos tarde. Já haviam retirado a sonda, os aparelhos, o soro. Ao mesmo tempo que foi triste vê-lo lá parado, amarelo e magro, foi um alívio ver que ele não estava mais sofrendo. Me doía muito vê-lo daquele jeito, escondendo toda a dor, segurando tudo dentro de si e ver minha avó que o mimou a vida inteira gritando, chorando e desmaiando quando contei.

Nunca tivemos uma relação muito aberta. Conversávamos pouco sobre as coisas e sobre minha vida íntima não falávamos. Uma vez ele me perguntou se eu o amava mesmo e chorou pra mim feito criança. Disse que sim, eu tinha 15 anos. Ontem sonhei com ele. Sonhava que ele tinha voltado a viver, deitado na cama do hospital, sem poder falar, mas com uma ótima aparência. Entrei no quarto e disse: “Eu te amo e sempre vou te amar!”.

Ao melhor pai do mundo.

 

Eu adoro segunda-feira! 12, Junho, 2008

Arquivado em: Uncategorized — João @ 7:48 pm

O garfield que me desculpe, mas nesse ponto somos diferentes. Posso ser preguiçoso, adorar lasanha e ser sarcástico até demais. Mas toda segunda-feira é uma delícia.

Há alguns meses tenho me reunido com meus melhores amigos na casa do Xu e da Pri, que são donos de uma casa GLS em Moema. Como eles trabalham nos fins de semana, sobram a segunda e a terça-feiras para descansar. Então, é pra lá que vamos quando o sol está baixando.

Além de conversarmos sobre tudo o que aconteceu nos dias anteriores, espalhados em almofadas, ainda podemos fazer isso fumando um baseado, ouvindo a vizinha de cima tocar piano e planejando o jantar. Depois de decidido o prato, uma turma vai às compras (às vezes de cartola, salto alto, peruca, o que der na telha) enquanto a outra fica em casa jogando mau mau, pingo no i, war, imagem & ação ou o jogo da enciclopédia.

Enquanto cozinhamos vamos tendo idéias de festas temáticas no bar karaokê e coisas do tipo. E o povo lá na sala jogando… Aí quando o prato vai ao forno fumamos de novo, jogamos mais e esperamos ficar tudo pronto, regados de drinks especiais do Xuxu ou somente uma taça de vinho português. Quando o jantar fica pronto nos servimos, oramos do nosso jeito especial (tudo é muito especial, percebeu?) e nos deliciamos com as maravilhas que o Renan nos prepara.

Depois de quase explodir de tanto comer, colocamos um (dois, três) filminho e vamos assistindo até nos rendermos ao sono e termos que ir embora. Esta é a parte mais chata, voltar pra Santo Amaro lá da Vila Mariana. Ainda bem que não dirijo!

 

Buri 21, Abril, 2008

Arquivado em: Uncategorized — João @ 11:23 pm

É o nome da cidade onde vim parar. O motivo é assunto pra tópico e meio, mas não agora.

Estou passando um tempo na casa de minha avó paterna e, quando ela dorme, pego meu apetrechos em minha mala e começo a confeccionar o meu beque na cadeira de balanço da sala. Depois de fumá-lo no quntal, saio para passear, afinal, toda cidadezinha que se preze tem seu tarado solto pelas ruas.

Vira e mexe me deparo com lugares que me remetem à infância, onde passei minhas melhores férias: terrenos abandonados, árvores onde construi uma casa com meus primos, o jardim da prefeitura onde eu andava de bicicleta, lugares onde fiz guerra de lama, córregos onde tentei descer de jangada (!), muro onde enfileirava latinhas para testar a mira da espingarda, o quinta onde brinquei de mãe-da-rua. Enfim, uma típica infância de redação-de-primeiro-dia-de-aula, como disse uma professora certa vez.

Este lugarzinho no fim do mundo é bem engraçado, tem aqueles bêbados de antes do meio-dia, aquele sotaque carregado de caipira, aquele cheiro de suor e bosta de vaca, as manias mais cuirosas e  preocupações demasiadas com a vida alheia.

As mulheres daqui são como leoas, que à noite saem à caça, faça chuva ou faça sol. O sotaque de paulista (ou a falta de sotaque de caipira) as deixa arrepiadas. Minha avó diz que elas têm o “negócio” na testa, se é que vocês me entendem… A minha sorte é ter nascido gazela rápida, pronta pra se esquivar de qualquer ataque, senão daria “boró”.

Até a nova praga da cidade, o gambá, tem outro nome por aqui: raposinha. Pão francês é pão d’água, bom é bão e todo mundo se cumprimenta de longe levantando a mão e acenando com a cabeça. Bicicleta é o principal veículo e a balada por aqui (que só abre uma vez por semana) fecha no máximo às 3h da manhã. Pra se comprar no açougue ou na padaria, usa-se uma caderneta onde é tudo anotado e somado no fim do mês.

O que se tem para fazer por aqui, além de cuidar da vovó e matar as saudades, é colocar a leitura em dia, dormir na rede, andar de bicileta, comer fruta do pé, ver estrelas e curtir o visual interiorano com aquelas casas à beira da estrada sujas de barro até um metro. A luz amarelada das ruas ajuda a dar o ar nostálgico.

O tédio pode até bater de vez em quando, mas a qualidade de vida que se tem por aqui compensa.

P.S.: Há alguns dias, passeando à noite vi um gambá ser atacado por uma coruja na rua.

 

morrer aos 30 21, Março, 2008

Arquivado em: Uncategorized — João @ 2:53 am

Há alguns anos eu falei que queria morrer aos 30. Tenho 24 anos e ainda penso assim. Meus amigos ficam loucos só de pensar nisso e dizem que, de pirraça, Deus vai me fazer enterrá-los. Um a um. A mãe de uma amiga minha disse que na época dela as pessoas (inclusive a própria) costumavam dizer isso, mas com dez anos a mais.

O que para os outros parece ser loucura, pra mim é bem simples. Não vou me matar quando der meia-noite e um do dia 31 de janeiro. Não. Mas que já cansei faz tempo de brincar de viver, isso é fato. E há, lógico, motivos pra tudo isso.

Muitos dizem que é uma fase e que vai passar. Bom, se for pra passar, que passe até meus trintinhas. Mas “a vida é uma bosta”, como diz minha avó. A gente tem nossos momentos de alegria e felicidade (um momento de alienação), mas no geral poucos são felizes de verdade. Todos nós adultos responsáveis trabalhamos durante toda semana pra garantir a felicidade de pelo menos um terço do mês. Pra mim é pouco, e quando vem o desemprego pronto. É desilusão que vira tristeza, que vira depressão, que vira câncer, que mata aos poucos. Ah, as aparências…

As toxinas também vão ajudando. É café, açúcar refinado, fritura, fast-food, massa, refrigerante, cigarro, álcool, pão branco. Tudo uma delícia, satisfaz, realiza, amor enlatado. O que é bom e faz bem é caro, perecível e sem graça. Fora a parte de que não se vive sem dinheiro a não ser que nasça em berço de ouro – aquela terceira geração que acaba com os sonhos de uma família tradicionalista com drogas e festas private – tem a parte do coração. É amigo que viaja, é parente que morre, é namoro que acaba.

O mundo tá hiperlotado, um bando de analfabetos, um bando de pobreza e tristeza, injustiças e desigualdades que dão dó. Não tenho coragem de colocar um filho no mundo, primeiro porque pela forma tradicional não rola (há!) e segundo que se o negócio hjá está assim hoje, imaginem só como não estará em 50 anos. Não tenho esperança e pronto e acabou.

Parece ser uma visão bem pessimista de tudo, mas é como encaro a vida ué. Sou divertido e ninguém fica do meu lado sem dar uma risadinha. Mas minha visão de mundo é triste e cruel. Bom, que venham os serelepes, ecologistas e os do partido progressista me contadizer.

 

Saiba 23, Dezembro, 2007

Arquivado em: Uncategorized — João @ 10:51 pm

Que seus amigos vão se decepcionar pelo menos três vezes com você ao longo de sua vida. Que o volume do som dos intervalos comerciais da TNT e da FOX sempre serão mais altos. Que filmes dublados tiram toda a graça. Que seu cartão não vai passar um dia e você, sim, vai passar vergonha. Que sua mãe vai te encabular na frente dos seus amigos. Sua avó terá um neto preferido. Que incenso e maconha são complementares quando se é adolescente. Que toda família tem um segredo. Que você terá que usar pelo menos uma peça de roupa usada. Que você vai ter uma doença, vai ser assaltado, vai sofrer um acidente. Que a maioria dos seus amigos acredita em astrologia sem entender bem o que é. Que vai perder um relógio, uma chave e um guarda-chuva. Que vai ouvir falar em diversos tipos de superstição, mas nenhum deles é relevante. Quando se é adolescente tudo em você é desproporcional e todas as pessoas mudariam algo em si. O buraco (que não é buraco) da camada de ozônio é culpa dos carnívoros. Giz de cêra é cheiroso, mas não é comestível (a regra se aplica ao creme dental, à massinha e ao batom de sua amiga. Jovens gays têm que aprender a correr antes de se revelarem. Todo filme tem um erro, pelo menos. Os fios de aparelhos eletrônicos não devem ser dobrados. Poucas pessoas sabem do conteúdo básico de etiqueta. O tamanho das roupas de uma loja pra outra pode variar. O Brasil sempre será mal visto pelo mundo. Jornalistas precisam ser mimados com brindes e presentes. A moda é cruel, elitizada, rápida e nunca alcançável. É necessário saber cozinhar pelo menos um prato. Cerveja cura ressaca. É melhor ser asalariado, a menos que queira ser safenado. Pensar em doce engorda, passar vontade engorda o dobro. Não existe chefe perfeito. Câncer de pele existe. Terapeutas e psicólogos não são parte de uma raça superior e dona da verdade. Um amigo médico pode mudar seu fim de semana com apenas um carimbo. A maioria dos seus amigos quer “economizar e emagrecer”. Nordestinos não têm tecla SAP. Todos têm um professor predileto. Entrar no mar está fora de cogitação. Todo mundo compra algo que nunca irá usar. Nunca leve Kaiser a um churrasco. Nunca chore antes de se deitar. Tudo em exagero é ruim, menos sapatos. Que 95% da população mundial tem parasitas no intestino. Cílios grandes e cabelo liso são motivos de inveja até de seus melhores amigos. Dois “eles” e “y” não!

 

Tudo errado! 8, Novembro, 2007

Arquivado em: Uncategorized — João @ 9:03 pm

Tenho vontade de lançar um livro-conceito chamado “Está certo disso?”, cheio de avisos sobre a vida para as mães lerem para seus filhos enquanto fetos, dando a eles a decisão de quererem ou não nascer. Avisos do tipo: “você vai ter que estudar, fazer provas e conviver com idiotas até se formar”, “se apaixonar é bom, mas sempre dói”, “se você não trabalhar muito, não vai ter dinheiro pra sustentar suas droguinhas” etc.

 Se você é do tipo que acredita que leite com manga, quando misturados, matam (desculpa usada por fazendeiros para evitar que os escravos roubassem leite de suas vac.. bah, pesquisem), pare! Se usa frases como “odeio quem aperta a pasta de dente no meio do tubo”, “não paro de fumar senão engordo” (a nicotina acelera o metabolismo), “desvira esse chinelo” (ai!), “minha orelha está queimando, deve ter alguém falando mal de mim” (ui!), pare!

O mundo já está fodido demais com a história de aquecimento globoal, derretimento das calotas polares, extinção do papagaio-loro-do-bico-dourado, banalização do amor, da champagne, da maconha, da escrita e de tudo o que me esqueci de citar. Não precisamos dar continuidade a tudo isso o que chamamos de tradição, crença ou sei lá o quê.

Se eu puder passar pelo menos o básico: bem-vindo tem hífen, de repente é separado, encher é com ch, através não deve ser usado com conotação de “pelo” ou “por meio de” e é errado dizer “quer namorar comigo?”.

Quer me namorar?

 

parar é fácil… 4, Setembro, 2007

Arquivado em: Uncategorized — João @ 1:31 pm

 

Não me lembro do dia em que parei de fumar. Lembro-me que meu pai (fumante desde os 16 anos) decidiu parar e eu parei junto há uns quatro meses ou mais. Ainda sinto algumas vezes uma vontade louca de fumar, sonho que estou fumando e tudo o mais. Fumei escondido por sete anos, até que um dia minha mãe me perguntou se eu fumava e eu disse que sim. Ela se mostrou chocada, mas no dia seguinte havia um pacote com 10 maços na minha cama.

O pior pra quem para é saber se quer mesmo parar ou só precisa. Eu já havia parado de fumar antes, é como dizem por aí: parar é fácil, o difícil é não voltar! Vi a Gisele Bündchen dizendo que parou de fumar há três anos e que, desde então, engordou 7,5kg. Fumar não emagrece, mas parar de fumar engorda. O problema é que a nicotina acelera nosso metabolismo, então, quando paramos de fumar, o metabolismo volta ao ritmo normal.

Conheço um monte de gente que parou de fumar, mas poucos que até hoje não fumam. Não virei um ex-fumante chato, daqueles que não suportam o cheiro da fumaça e tal. Até prefiro que fumem perto de mim, me agrada o cheiro das mais de 4.700 substâncias no ar. Difícil é beber e não fumar, é dançar na balada e não ter o cigarro pra segurar, é ver um maço de cigarros na sua mesa na balada e tentar se lembrar que não pode ser seu porque você não fuma mais.

Se há um lado bom, além da saúde e aquela chatice toda, é o fato de sua boca não ficar com cheiro de cinzeiro e você voltar a receber elogios por estar cheiroso, com o cabelo mais bonito, a pele menos cinza. Fora o dinheiro que se economiza, no meu caso, revertido em álcool. Não prometo que eu não vá voltar a fumar, mas meu fôlego mudou tanto, que pretendo ficar sem fumar por mais algumas boas trepadas!

 

Nada mudou… 1, Maio, 2007

Arquivado em: Uncategorized — João @ 9:48 pm

 

Viajei, voltei, viajei de novo, visitei velhos amigos, visitei novos amigos, comi em lugares novos, comi pessoas novas, bebi, vomitei, dormi na Av. Paulista, usei drogas novas, conheci baladas diferentes, cortei o cabelo, aprendi coisas novas, esqueci coisas velhas, fiz bicos enquanto não acho emprego, posei de modelo para amigo fotógrafo, troquei de celular, tomei antidepressivos, me apaixonei..

Mas nada mudou. Mudou?