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já não era sem tempo..

mudanças ou o dia em que me tornei um papai noel 17, Novembro, 2008

Arquivado em: Uncategorized — João @ 3:32 pm

 

Depois dessa fase tempestuosa que compartilhei aqui há um tempo, as nuvens finalmente resolveram ceder espaço ao sol. Não sei se, por eu estar triste, as coisas tendiam a piorar cada vez mais, mas depois de muito apanhar, acabei aprendendo mais umas coisinhas com a vida, levantando, sacudindo a poeira e dando a volta por cima.

Fiquei quase oito meses desempregado, fazendo um freela aqui e outro ali e contando com o apoio de binha bãe para quase tudo. Decidi que deveria estudar mais e começo no ano que vem meu curso de MBA em Marketing. Minha família está fortalecida com a dor em comum e muitos parentes nem nos ligam, nem visitam mais nossa casa, alegando que não conseguiriam ver a casa sem meu pai. Um pouco egoístas, talvez.

Foi então que, depois de receber quase um passe de uma evangélica-macumbeira-benzedeira na cidade da minha avó (tudo pra agradar a velhinha), recebi uma ligação de uma amiga dizendo que havia sido convidada pelo novo diretor comercial da revista piauí para fazer parte da equipe. Como ela já estava trabalhando com algo muito bom, recusou o convite e ainda me recomendou como alguém muito eficiente e com o perfil ideal para o cargo.

Assim que cheguei em São Paulo, liguei agendando um bate-papo com o diretor comercial. No final da conversa, ele disse que tinha gostado bastante e me deu um exemplar da revista, dizendo que depois ia querer saber da minha opinião.

Passei uma semana e meia sem respostas, mas ainda estava com esperança e pensamento positivo. Então, no dia de São Judas Tadeu, recebi um e-mail dizendo que eu começaria na segunda-feira. O mais engraçado é que eu havia recebido uma dessas correntes de e-mail de São Judas Tadeu e deletado logo de cara. Em seguida, estava o e-mail que eu esperava. Então voltei na lixeira e encaminhei a oração a mais 20 pessoas.

E na mágica do Natal, acabei encontrando na minha caixa de correio – a real, não a virtual – entre cartões de desentupidoras, panfletos de supermercados e contas, uma carta destinada ao Papai Noel, em um envelope feito a mão.

Achei engraçado e vi que o remetente, com letra de criança se chamava Danilo Israel. Na cartinha, ele dizia tinha nove anos, gostava muito de estudar e que gostaria de ganhar uma mochila de rodinhas e material escolar. Ainda ressaltava, caso o Papai Noel não pudesse ajudá-lo, que ligasse avisando.

Pronto, né? Foi de partir o coração. Não pensei duas vezes, com meu primeiro salário vou à Kalunga providenciar tudo o que o garoto pediu. Se alguém quiser/puder ajudar, é só ir a uma agência dos Correios e escolher uma cartinha.

 

 

5 Responses to “mudanças ou o dia em que me tornei um papai noel”

  1. diego Says:

    os três fofos!

  2. Mari Says:

    Q lindu, meu amô!

  3. alx Says:

    joão! ahhhhhhh joão! você adora fazer isso comigo, né? eu amo entrar no seu blog, você tinha que escrever todos os dias… a sua narrativa é emocionante, sincera, divertida, inteligente! nessas horas que eu me orgulho de ser seu amigo! jajajajaja… porque tem horas que eu não me orgulho nada!!! brincadeira, né? você sabe a consideração que eu tenho por ti, por me entender só de olhar e por me fazer chorar de rir! e você sabe que isso acontece mesmo!!!

    você é uma pessoa incrível, tem uma luz, uma coisa que não dá pra explicar, te admiro super, você sabe disso! sei que terá muito sucesso nessa vida, porque você merece e muito!!!

    e apesar de eu não curtir o natal, te desejo um super merry christmas!!! e quem sabe não passamos o reveillon juntos, né?

    beijos querido! (L)

    ps: OI!!! (depois te falo, jeje!)

  4. Igor Says:

    Caraio, todo ano eu prometo de fazer isso e esqueço, que vergonha! Parabéns pela iniciativa e me desculpe por não crer em santo algum, mas sim, em atração positiva, conspiração universal ao seu favor… mas também não acredito em Paulo Coelho… rs – A leveza do querer o seu próprio bem o levou ao sucesso, o santo é coincidência!


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